Fonte: http://www.infopedia.pt/$ultimato-ingles
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ultimato inglês
Mapa cor-de-rosa
Nome dado ao projeto português para unir Angola a Moçambique, apresentado no Congresso de Berlim de 1884 e que provocou forte reação da Inglaterra. Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico que se traduziu num forte desenvolvimento da indústria com um consequente aumento vertiginoso da produção. Esta situação exigiu não só a exploração de novos mercados para escoamento dessa produção, como novas fontes de matéria-prima para alimentar a indústria. Daí o crescente interesse por parte das grandes potências europeias pelo continente africano neste período.
Assim, os projetos para conhecer as regiões africanas intensificaram-se a partir do fim do século XIX. De 1850 a 1880 fizeram-se grandes viagens de exploração ao continente negro, como foram os casos, entre outros, de Stanley, de Livingstone e de Brazza. As viagens intensificaram-se ainda a partir da Conferência de Berlim (1884-85). Porém, nesta altura, a concorrência era já grande por parte dos alemães, dos ingleses e dos bóeres. Esta corrida das potências europeias às colónias africanas viria a originar conflitos mais ou menos graves.
Alertados para essa política, que, aos olhos de Portugal, era abusiva e lesiva dos nossos direitos históricos em África, surge na mente de alguns políticos - Luciano Cordeiro, Pinheiro Chagas, Barros Gomes, entre outros - a ideia de formar um vasto território na África Central, a partir do litoral que dominávamos; ou seja, ligando os litorais de Angola e Moçambique. Este ambicioso plano aparece já numa convenção luso-francesa de 1886 e figura a cor-de-rosa, daí advindo o nome para a questão. No entanto, este nosso plano chocava frontalmente com os planos de expansionismo inglês para esta área, sobretudo com as iniciativas de Cecil Rhodes, cujo plano pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico, ao mesmo tempo que punha em jogo o critério, formulado em Berlim, de que só a ocupação efetiva seria prova do domínio colonial. Por isso, o Governo apressou-se a organizar expedições de vária ordem aos territórios em litígio, enquanto se desenvolviam esforços para a obtenção de apoios no plano diplomático. Pensou-se que um desses pontos de apoio fosse a Alemanha, visto também ter disputas coloniais com a Inglaterra. Porém, não só não conseguimos o apoio da Alemanha, como não conseguimos provar a nossa procedência na ocupação dos territórios em causa.
De resto, esta disputa colonial com a Inglaterra acabaria por culminar no humilhante Ultimato feito a Portugal, em janeiro de 1890.
Assim, os projetos para conhecer as regiões africanas intensificaram-se a partir do fim do século XIX. De 1850 a 1880 fizeram-se grandes viagens de exploração ao continente negro, como foram os casos, entre outros, de Stanley, de Livingstone e de Brazza. As viagens intensificaram-se ainda a partir da Conferência de Berlim (1884-85). Porém, nesta altura, a concorrência era já grande por parte dos alemães, dos ingleses e dos bóeres. Esta corrida das potências europeias às colónias africanas viria a originar conflitos mais ou menos graves.
Alertados para essa política, que, aos olhos de Portugal, era abusiva e lesiva dos nossos direitos históricos em África, surge na mente de alguns políticos - Luciano Cordeiro, Pinheiro Chagas, Barros Gomes, entre outros - a ideia de formar um vasto território na África Central, a partir do litoral que dominávamos; ou seja, ligando os litorais de Angola e Moçambique. Este ambicioso plano aparece já numa convenção luso-francesa de 1886 e figura a cor-de-rosa, daí advindo o nome para a questão. No entanto, este nosso plano chocava frontalmente com os planos de expansionismo inglês para esta área, sobretudo com as iniciativas de Cecil Rhodes, cujo plano pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico, ao mesmo tempo que punha em jogo o critério, formulado em Berlim, de que só a ocupação efetiva seria prova do domínio colonial. Por isso, o Governo apressou-se a organizar expedições de vária ordem aos territórios em litígio, enquanto se desenvolviam esforços para a obtenção de apoios no plano diplomático. Pensou-se que um desses pontos de apoio fosse a Alemanha, visto também ter disputas coloniais com a Inglaterra. Porém, não só não conseguimos o apoio da Alemanha, como não conseguimos provar a nossa procedência na ocupação dos territórios em causa.
De resto, esta disputa colonial com a Inglaterra acabaria por culminar no humilhante Ultimato feito a Portugal, em janeiro de 1890.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Conde D. Henrique
Henrique (D.). n. 1057 f. 1114 Conde de Borgonha, o Bom, fundador da monarquia portuguesa, por ter sido pai de D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal. N. em Dijon em 1057, data que se considera mais provável, e fal. em Astorga em 1114. Era o 4.º filho do duque Henrique de Borgonha e de sua mulher, Sibila, neto de Roberto I, duque de Borgonha-Baixa, e bisneto de Roberto, rei de França. Quando em 1086 as notícias da guerra contra os muçulmanos chamaram a alistar-se debaixo das bandeiras de D. Afonso VI, rei de Leão e de Castela, os príncipes dalém dos Pirinéus, o príncipe Henrique veio para Espanha na companhia de seu primo Raimundo de Borgonha, filho do conde Guilherme de Borgonha, irmão de sua mãe. Os dois príncipes granjearam grande reputação pelo seu valor nas guerras em que entraram, e em prémio dos serviços prestados, D. Afonso VI casou sua filha D. Urraca com Raimundo, e D. Teresa ou Tareja, filha bastarda, com D. Henrique. |
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A 1ª República
A Primeira República Portuguesa (também referida como República parlamentar) e cujo nome oficial era República Democrática Portuguesa, foi o sistema político que sucedeu ao Governo Provisório de Teófilo Braga, de 1910 a 1926. Instável devido a divergências internas entre os mesmos republicanos que originaram a revolução de 5 de outubro de 1910, neste período de 16 anos houve sete Parlamentos, oito Presidentes da República e 45 governos. Pródiga em convulsões sociais e crimes públicos e políticos (muitos deles "encobertos"pela maçonaria da época, e pela carbonária.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Efemérides de janeiro
A 3 de janeiro de 1960, Álvaro Cunhal e outros militantes do PCP evadem-se do Forte de Peniche, uma das prisões de mais alta segurança do Estado Novo.
Com base nos resultados das eleições de 2 de dezembro de 1979, toma posse, a 3 de janeiro de 1980, o VI Governo Constitucional, constituído pela coligação eleitoral formada pelo Partido Social-Democrata, o Centro Democrático Social e o Partido Popular Monárquico.
A 5 de janeiro de 1891, é inaugurado, no Porto, o primeiro congresso do Partido Republicano Português, o qual terminaria dois dias depois, com a aprovação do programa do partido. Aquando da implantação da República, em 5 de outubro de 1910, deixou de se utilizar a bandeira azul e branca da Monarquia e passou a usar-se a actual, verde e vermelha, cores associadas ao Partido Republicano Português
A 9 de janeiro de 1911, um decreto reconhece a todo o assalariado o direito a gozar, como regra ao domingo, um descanso semanal de vinte e quatro horas seguidas.
A 11 de janeiro de 1890, o governo britânico entrega a Portugal um memorando exigindo a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre Moçambique e Angola. Esta zona era reclamada por Portugal, que a havia incluído no célebre Mapa cor-de-rosa.
A 13 de janeiro de 1759, a família Távora e José de Mascarenha, Duque de Aveiro, são executados por alegadamente terem participado numa tentativa de regicídio sobre D. José I de Portugal.
A 13 de janeiro de 1991, Mário Soares é reeleito presidente da República Portuguesa, com cerca de 70% dos votos.
A 14 de janeiro de 1996, Jorge Sampaio é eleito presidente da República Portuguesa.
A 14 de janeiro de 2001, Jorge Sampaio é reeleito presidente da República Portuguesa.
A 18 de janeiro de 1367, faleceu, em Estremoz, o rei de Portugal D. Pedro I. Era filho do rei Afonso IV e de sua mulher, D. Beatriz de Castela.
Fugindo às invasões napoleónicas, a família real portuguesa, acompanhada da respectiva corte, chega ao Brasil a 21 de janeiro de 1808.
Efemérides de dezembro
O príncipe regente D. Pedro vinha desenvolvendo uma luta com as Cortes portuguesas no sentido de autonomizar o Brasil. Em maio de 1822, essa luta agudiza-se: D. Pedro determina que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado se ele próprio exarasse um “Cumpra-se”. Isto equivalia, na prática, a conferir ao Brasil uma soberania plena. A 13 de maio, o Senado do Rio de Janeiro concede ao príncipe regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil. As Cortes exigem o seu regresso imediato a Portugal e ameaçam enviar tropas para o Brasil. D. Pedro recebe estas exigências das Cortes a 7 de setembro de 1822, quando se encontrava perto do Riacho de Ipiranga. De imediato, proclama a independência do Brasil, sendo aclamado imperador a 12 de outubro e coroado a 1 de dezembro.
Carlos Magno teve de se deslocar a Roma para ser coroado Imperador. Napoleão, considerando-se muito mais poderoso que aquela figura da antiguidade, obrigou o Papa Pio VII a deslocar-se a Paris, a fim de o coroar imperador dos franceses, acto que ocorreu na Notre-Dame, a 2 de dezembro de 1804.
A 2 de dezembro de 1825, nasce, no Rio de Janeiro, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Rafael Gabriel Gonzaga, que viria a ser o segundo e último imperador do Brasil. Sucedeu a seu pai, Pedro I, que abdicou em seu favor no dia 7 de abril de 1831, quando este apenas tinha 5 anos de idade.
A 5 de dezembro de 1891, morre, exilado em Paris, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Rafael Gabriel Gonzaga, que fora o segundo e último imperador do Brasil. Havia sucedido a seu pai, Pedro I, que abdicou, em seu favor, no dia 7 de abril de 1831, quando este apenas tinha 5 anos de idade.
A 13 de dezembro de 1521, morre, em Lisboa, D. Manuel I, 14º rei de Portugal. Sucedeu a D. João II, seu primo direito. Era filho de D. Fernando, duque de Viseu, e de D. Beatriz. No seu reinado foi descoberto o Brasil e o caminho marítimo para a Índia.
A 17 de dezembro de 1734, nasce, em Lisboa, a infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, que seria Rainha de Portugal de 24 de março de 1777 a 20 de março de 1816.
A 22 de dezembro de 1834, durante o reinado de D. Maria II, é aprovada a Lei da Liberdade de Imprensa em Portugal.
Fonte: http://www.leme.pt/
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Efemérides de novembro
A Ponte ferroviária Maria Pia, unindo, na cidade do Porto, as duas margens do rio Douro, foi solenemente inaugurada a 4 de novembro de 1877. O nome que lhe foi atribuído constituiu uma homenagem a D. Maria Pia de Saboia, esposa do rei D. Luís I. Foi projetada pelo Eng.º Théophile Seyrig e construída pela empresa de Gustave Eiffel. O estado de degradação atingido pela centenária ponte e a existência de uma única via impossibilitando a passagem simultânea de duas composições, obrigou à sua desativação, sendo substituída pela ponte de São João, inaugurada a 24 de junho de 1991.
A 6 de novembro de 1656, morre, em Lisboa, D. João IV, primeiro rei da quarta dinastia portuguesa.
A 13 de novembro de 1460, morre, no Porto, o Infante D. Henrique, impulsionador dos descobrimentos portugueses. Também conhecido por Infante de Sagres, era o terceiro filho do Rei D. João I (fundador da Dinastia de Avis) e de Dona Filipa de Lencastre.
A 15 de novembro de 1853, morre, em Lisboa, a Rainha D. Maria II. Teve uma infância despreocupada e feliz, mas cedo se preparou para ser rainha, ainda sem saber que o seu reinado seria um dos mais terríveis períodos da nossa História.
A 18 de novembro de 1791, nasce, em Lisboa, o historiador, diplomata e estadista português Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa, 2º visconde de Santarém. Fez a recolha de diversos materiais cartográficos referentes à descoberta, pelos portugueses, da costa ocidental de África para lá do Cabo Bojador, que reuniu na obra “Atlas composé de cartes des XIVe, XV, XVI et XVII siécles”.
A 19 de novembro de 1894, nasce, em Lisboa, o Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás. Ocupou o cargo de Presidente da República Portuguesa de 9 de agosto de 1958 até 25 de abril de 1974, altura em que é demitido pelo Movimento das Forças Armadas
A 22 de novembro de 1497, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, na procura de um caminho marítimo para a Índia
Fonte: www.leme.pt
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